23 de Abril de 2013

Foto Tour na Ria de Aveiro

Acabo de regressar de um fim de semana passado na Ria de Aveiro onde orientei o Foto Tour de Primavera. A Ria estava cheia de vida e as condições meteorológicas ajudaram,com excelentes temperaturas e fins de tarde já a fazer lembrar o Verão. Tudo isto proporcionou bons momentos de fotografia de natureza aos dez participantes que conheceram os diferentes hot spots da Ria onde costumo fotografar. Alguns dos fotógrafos são repetentes e amigos(as) que já me acompanham há alguns tempos. Pernilongos, flamingos e muitas outras aves limícolas, entre diferentes e criativas fotografias, fizeram parte do registo dos participantes. Para mim, também foi muito produtivo, uma vez que consegui fotografar pela primeira a sequência do acasalamento dos pernilongos e dança nupcial que se segue entre macho e fêmea após a cópula. Um momento íntimo, fotografado já ao lusco-fusco, nas salinas da Troncalhada. Após ter iniciado em  2005 os meus Foto Tours, resolvi alterar o nome. A partir de agora, ir-se-ão chamar Nature Foto Tours e têm como imagem um flamingo, uma ave que tanto aprecio e que tenho fotografado em diversas ocasiões. Até ao Outono.


› Salinas da Troncalhada em Aveiro já a serem preparadas para a safra anual do sal. › Digital  ISO 160  24 mm  -0,33 ev  f/6.3  1/500  filtro ND

› Um pilrito-de-peito-preto nas salinas da Troncalhada em Aveiro. › Digital  ISO 400  600mm  -0,67 ev  f/8  1/1000  tripé

› Um casal de pernilongos acasala no lusco-fusco nas salinas da Troncalhada em Aveiro. › Digital  ISO 400  600mm  -0,33 ev  f/8  1/2000  bean bag  viatura
› Um bando de largas centenas de milherangos sobrevoa as salinas em Aveiro, ao final da tarde. › Digital  ISO 400  600mm  -0,33  f/8  1/2500 
› Reflexos ao final do dia nas salinas em Aveiro. › Digital  ISO 160  600mm  -0,33  f/8  1/640  tripé
› Um bando de largas centenas de milherangos sobrevoa as salinas em Aveiro perto de um flamingo ao final da tarde. › Digital  ISO 400  600mm  -0,33  f/8  1/1000  bean bag  viatura 

› A magnífica Ria de Aveiro ao final da tarde. › Digital  ISO 200  12 mm  -0,33  f/8  1/640  filtro ND. 


13 de Abril de 2013

O regresso dos flamingos

No final da semana passada, tive um dia de reconhecimento no campo para o Foto Tour na Ria de Aveiro, que vou orientar já no próximo fim de semana. Com a quantidade de chuva que caiu esta temporada, as salinas de Aveiro estão magníficas, assim como toda a zona de Salreu. A vida selvagem está ao rubro. Os flamingos estavam particularmente activos, num bando de largas dezenas nas salinas, mesmo à entrada da cidade de Aveiro onde se alimentavam. Sem dúvida que os flamingos na Ria vieram para ficar e já não são uma mera observação esporádica. Das várias vezes, nos últimos tempos que me tenho deslocado à zona da Ria de Aveiro, tenho sempre observado e fotografado esta ave que tanto admiro. Parece que actualmente se encontram por lá todo o ano, e têm reconquistado outros  locais em Portugal, onde não existiam. Já lá vai tempo em que fotografar flamingos assim tão perto, só no Estuário do Tejo e com muita sorte. Boas notícias portanto, para a vida selvagem portuguesa.


Flamingos-comuns alimentam-se nas salinas à entrada da cidade de Aveiro. › Digital, ISO 400  600 mm  f/5.6  1/1600  bean bag  viatura

Salina da Troncalhada em Aveiro com o sal já a formar-se no tanque. › Digital, ISO 100  12 mm  f/7.1  1/200  filtro ND
Flamingos-comuns descansam nas salinas à entrada da cidade de Aveiro. › Digital, ISO 400  600 mm -0,33 ev f/11  1/640 bean bag  viatura
Flamingos-comuns ao final do dia na Ria de Aveiro na zona da Murtosa. › Digital, ISO 400  600 mm  f/5.6  1/500  bean bag  viatura

21 de Março de 2013

Sinais da Primavera

Na passada quarta-feira passei o dia em Aveiro. Uma cidade que considero a minha segunda casa. Diversas reuniões estavam agendadas para dar inicío a alguns trabalhos em breve. Por entre a minha agenda, tive algum tempo para ir até às salinas da Troncalhada, a meio da tarde, com algum frio, mas uma luz absolutamente fantástica, Com poucas aves numa primeira abordagem, entreti-me a fazer algumas imagens das próprias salinas. Após percorrer parte das mesmas, eis que sou surpreendido com uma magnífica imagem de Primavera. Duas grandes ninhadas da patos-reais, acompanhadas pelas mães, saltitavam por entre os muros das salinas. Um belo sinal que a Primavera está aí! Já tinha visto diversos patos nas salinas, mas nunca esta agradável imagem. Podemos ir às salinas de Aveiro numerosas vezes, mas há quase sempre boas surpresas para fotografar.


Aspecto geral das salinas em Aveiro, com o sol a reflectir a meio da tarde. › Digital  ISO 100  12 mm  _0,33 ev  f/6.3  1/500


Várias crias de pato-real acompanhavam a mãe e saltitavam por entre os muros das salinas. ›  ISO 400  300 mm  f/8  1/500

Várias crias de pato-real, neste caso com a mãe ao lado, saltitavam por entre os muros das salinas. ›  ISO 400  300 mm  f/8  1/500


Centenas de pegadas de aves, provam a enorme utilização por parte da avifauna nas salinas da Troncalhada em Aveiro. › ISO 100  12 mm   -0,33 ev f/6.3  1/200



14 de Março de 2013

No montado com os grous

Março de 2004! Já lá vão 9 anos deste que fiz o meu segundo artigo de destaque para a revista National Geographic, sobre os montados portugueses. O primeiro, tinha sido uns meses antes, sobre as salinas e a sua biodiversidade. Passaram mais de vinte anos desde que abracei esta arte da fotografar natureza e que tanto aprecio. Hoje, aproximadamente um mês depois de ter iniciado, terminei a edição das imagens que irão fazer parte do meu novo livro. Percorri o meu arquivo todo! Fotografias digitais e em slide com mesa de luz e lupa, estas últimas com situações que nunca vou esquecer e, provavelmente, nunca mais vou fazer. No meio desta edição, veio-me à memória tempos que passei em zonas de montado, para fotografar aves de rapina e grous. Paisagens e cheiros magníficos, sons, abrigos, redes de camuflagem, entradas de madrugada ainda noite, fins de tarde a lembrar África, e as horas passadas para fotografar os bichos. Depois, regressar a Lisboa, mandar revelar os filmes e após um dia ou dois, vê-los na mesa de luz. Era um ritual, que não tem nada a ver com o mediatismo da fotografia digital, para o bem e para o mal. Sempre apreciei os grous, uma ave que inverna em Portugal proveniente do norte da Europa, e que se estabelece em algumas zonas de montado. Os "meus" grous, foram sempre fotografados na zona de fronteira junto a Mourão, no Alentejo. Não sei quantas vezes lá fui, mas foram imensas, até conseguir fazer as primeiras imagens que me agradassem minimamente. Uma das situações que não me esqueço foi uma vez que cheguei à zona ao amanhecer, com o meu amigo inglês Gary. Tinha saído de Évora, local onde pernoitei, por volta das quatro da manhã. Com um pouco de sorte à mistura, consegui fazer diversas imagens dos grous em voo ao amanhecer, a partir da minha Renault 4 vermelha. Uma das fotografias desta sequência (ainda em filme) foi usada para abrir o artigo da National Geographic sobre os montados. Algumas destas imagens nunca utilizadas, irão obrigatoriamente fazer parte do meu novo livro "Portugal de norte a sul". Alguns anos depois, voltei  aos grous, mas desta vez já a fotografar em digital. Ficam as boas recordações e algumas das imagens que seleccionei de uma ave que tanto admiro e que frequenta um dos habitats mais importantes de Portugal.



› Grous ao amanhecer na zona de montado › película Fujichrome Provia 100F,  300 mm   f/5,6  beanbag  viatura


› Grous na zona de montado › digital  ISO 800  600 mm   f/5.6  1/320   beanbag assente num muro, rede camuflada

› Pormenor de grou › digital,  ISO 200   600 mm   f/5.6  1/640  beanbag viatura.


Artigo sobre os montados na revista National Geographic de Março de 2004. A abrir uma imagem de grous ao amanhecer.





17 de Fevereiro de 2013

Percorrendo o tempo...

Nestas últimas semanas, tenho recordado alguns dos inúmeros locais por onde tenho fotografado em Portugal. Ao editar as imagens para o meu novo trabalho, tenho percorrido o tempo, os locais, as estações do ano e os espécimes, quer de fauna, quer de flora. Tem-me sabido bem rever inúmeras imagens e relembrar as situações em que foram feitas. Milhares de quilómetros, norte e sul, dias fora, horas de abrigo, calor, frio, chuva, neve ou nevoeiro, entre muitas outras situações. De facto o património natural de Portugal é diversificado e belo. Ficam algumas imagens efectuadas em algumas zonas húmidas, áreas onde fotografo regularmente.


O estuário do Sado ao final do dia com a sua luz de Inverno. › Digital, ISO 100  12 mm  f/4.5  1/144  tripé

Um pilrito-das-praias sacode-se na praia de Esposende. › Digital, ISO 200  600 mm  -0,33 ev  f/8  1/1250  tripé

Um peneireiro pousado numa manhã fria com chuva e nevoeiro na Ponta da Erva, estuário do Tejo.  › Digital, ISO 400  600 mm  f/8  1/250  beanbag  viatura

Um fuzelo caminha nas marges do estuário do Douro. › Digital, ISO 200  300 mm  -0,3 ev  f/4.5  1/1600  tripé

Um alfaiate alimenta-se numas salinas no estuário do Sado ao final do dia.  › Digital,  ISO 640    600 mm    f/8  1/1600  tripé


10 de Fevereiro de 2013

Frio, neve, gelo e sol

Frio, neve, gelo e sol. A combinação perfeita para um dos tipos de fotografia que mais gosto. A fotografia em montanha. Ontem, foi um desses dias, em mais uma viagem até à Serra da Estrela, antevendo as condições meteorológicas que me iriam oferecer um dia bastante produtivo. E assim foi!  A serra estava linda, com alguma neve, gelo nas zonas mais sombrias, um sol radioso e uma luz de fim de tarde absolutamente fantástica. As temperaturas variavam entre os  6 e 1 grau. Alguns zimbros, com os cristais de gelo a derreter na folhagem, reluziam com os raios de sol. Fotografei imenso. Novas imagens e abordagens diferentes, sobretudo a pensar no novo livro que estou a trabalhar: "Portugal de norte a sul". Uma abordagem fotográfica pessoal sobre a magnífica natureza e biodiversidade do nosso país. 


A serra estava linda, com alguma neve, gelo nas zonas mais sombrias, um sol radioso e uma luz de fantástica.  › Digital, ISO 100  22 mm  f/8  1/80  filtro ND   tripé

Pormenor de folhas de zimbro com neve em fundo iluminada pelo sol. › Digital, ISO 100  105 mm macro   fole de extensão   +2 ev  f/2.8  1/30  disparador remoto.

Pormenor de gelo numa fonte, Serra da Estrela.  › ISO 100  105 mm macro   f/8  1/8  tripé


 Pormenor de folha de zimbro  com neve ao fundo iluminada pelo sol.  ›  ISO 400 mm  105 mm   fole de extensão  +0,33 ev  f/2,8  1/1250  tripé  disparador remoto


Pormenor de pequena lagoa ao fim da tarde, Serra da Estrela.  › ISO 200  13 mm   -0,33 ev  f/8  1/60


2 de Fevereiro de 2013

Entre o Alvão e o Marão

Aproveitando algumas tréguas na meteorologia e umas certas saudades da zona, quinta-feira passada fui fotografar bem cedo para as áreas das serras do Marão e Alvão. Umas das vantagens de viver no norte, é que chego a estes destinos em pouco tempo. Pretendia fazer umas imagens novas nas duas serras, sobretudo de flora e paisagens, mas também com uma vertente mais artística. Debrucei-me sobre os pinheiros-de-casquinha ao subir para o Marão, e nas faias à entrada do Alvão. Algumas imagens macro, com recurso a um fole de extensão e uma 105 mm macro, permitiram-me explorar outras vertentes, neste tipo de fotografia. Percorri grande parte do parque do Alvão à procura de novas imagens para um  projecto que estou a desenvolver. Regressei ao Porto já, de noite.


› Uns magníficos pinheiros-de-casquinha na subida para a serra do Marão. › Digital, ISO 100  105 mm  -1,67 ev  f/22  0,6 s  tripé  disparador remoto.

› Pormenor de troncos de pinheiros-de-casquinha, com o seu tronco avermelhado,  na subida para a serra do Marão. › Digital, ISO 100  105 mm  -1,33 ev  f/22  0,6 s  tripé  disparador remoto.

› Pormenor de folhas de pinheiro em crescimento, junto à aldeia de Barreiros, Parque Natural do Alvão.  ›  ISO 400  fole de extensão, 105 mm macro 2,33 ev  f/8 1/6  disparador remoto.


› Como fantasmas por entre o tempo escuro e frio, os vidoeiros realçam-se à entrada do Parque Natural do Alvão.  › ISO 100   105 mm -1 ev  f/11  1/25  tripé  disparador remoto.